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​INSUBORDINAÇÃO? Diretor da EMLUR diverge de discurso da base aliada sobre crise do lixo em João Pessoa


A situação da coleta de lixo em João Pessoa voltou ao centro do debate político nesta semana, após declarações diferentes entre o superintendente da EMLUR, Ricardo José Veloso, e o deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB), aliado da gestão municipal e pai do prefeito Leo Bezerra.

Nos últimos dias, moradores de diversos bairros da Capital relataram acúmulo de resíduos e atrasos na coleta, aumentando a pressão sobre a Prefeitura e a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana.

Durante entrevista à Rádio Correio FM, Ricardo Veloso minimizou a gravidade do cenário e afirmou que não considera a situação uma crise na limpeza urbana da cidade.

“Como não há crise, não há paralisação. Crise para mim seria ruptura, falta de perspectiva, e em momento algum existiu isso na EMLUR”, declarou.

Apesar da fala, o próprio gestor reconheceu dificuldades envolvendo uma eventual contratação emergencial para reforçar a operação de coleta. Segundo ele, esse tipo de medida costuma gerar questionamentos jurídicos e administrativos.

“A mobilização de uma empresa dessa não é encontrada em uma prateleira. A contratação emergencial é uma forma precária e pode gerar questionamentos”, afirmou.

Já na Assembleia Legislativa da Paraíba, Hervázio Bezerra adotou um discurso diferente e reconheceu publicamente que há problemas no sistema de coleta de lixo da Capital.

“O problema do lixo de João Pessoa não há por que esconder”, disse o parlamentar durante discurso na tribuna.

Segundo Hervázio, o crescimento acelerado de João Pessoa nos últimos anos aumentou significativamente a demanda da limpeza urbana e pressionou financeiramente uma das empresas responsáveis pelo serviço.

“João Pessoa foi a capital brasileira que mais cresceu. Aumentou a quantidade de lixo, aumentou a população e aumentaram os custos dos insumos. Na realidade, uma das empresas enfrentou dificuldades financeiras”, afirmou.

O deputado também revelou que a Prefeitura notificou oficialmente a empresa responsável para que apresente uma solução imediata. Caso o serviço não seja normalizado, a gestão municipal poderá recorrer a uma contratação emergencial enquanto prepara uma nova licitação.

“Leo mandou notificar a empresa para que ela se pronuncie, como determina a lei. Se o serviço não for restabelecido, poderá ser feito um contrato emergencial. Paralelamente, já está sendo iniciado um novo processo licitatório”, explicou.

As declarações acabaram evidenciando diferenças no discurso adotado entre integrantes ligados à gestão municipal sobre a atual situação da limpeza urbana em João Pessoa.

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